domingo, 7 de julho de 2013

Comparação entre Países > Orçamento militar - porcentagem do PIB

PosiçãoPaísOrçamento militar - porcentagem do PIB
1Omã11.4
2Catar10
3Arábia Saudita10
4Iraque8.6
5Jordânia8.6
6Israel7.3
7Iémen6.6
8Eritreia6.3
9Macedónia6
10Síria5.9
11Burúndi5.9
12Maldivas5.5
13Mauritânia5.5
14Kuwait5.3
15Turquia5.3
16Marrocos5
17Singapura4.9
18Suazilândia4.7
19Brunei4.5
20Barém4.5
21China4.3
22Grécia4.3
23Estados Unidos4.06
24Rússia3.9
25Líbia3.9
26Cuba3.8
27Jibuti3.8
28Zimbabué3.8
29Namíbia3.7
30Angola3.6
31Usbequistão3.5
32Turquemenistão3.4
33Egipto3.4
34Colômbia3.4
35Argélia3.3
36Botsuana3.3
37Líbano3.1
38Emiratos Árabes Unidos3.1
39Guiné-Bissau3.1
40Paquistão3
41Sudão3
42Indonésia3
43Austrália3
44Camboja3
45Ilhas Salomão3
46Ruanda2.9
47Quénia2.8
48Arménia2.8
49Comores2.8
50Taiwan2.73
51Reino Unido2.7
52Chile2.7
53Coreia do Sul2.7
54Lesoto2.6
55França2.6
56Azerbaijão2.6
57Bulgária2.6
58Sri Lanca2.6
59Congo-Kinshasa2.5
60Índia2.5
61Irão2.5
62Vietname2.5
63Croácia2.39
64Serra Leoa2.3
65Portugal2.3
66Uganda2.2
67Birmânia2.1
68Malásia2.03
69Seicheles2
70Finlândia2
71Estónia2
72Fiji1.9
73Geórgia1.9
74Afeganistão1.9
75Polónia1.9
76Roménia1.9
77Noruega1.9
78Mali1.9
79Itália1.8
80Guiana1.8
81Tailândia1.8
82Zâmbia1.8
83Hungria1.75
84Gana1.7
85Brasil1.7
86Chade1.7
87África do Sul1.7
88Eslovénia1.7
89Nepal1.6
90Países Baixos1.6
91Togo1.6
92Uruguai1.6
93Tajiquistão1.5
94Nigéria1.5
95Peru1.5
96Suécia1.5
97Costa do Marfim1.5
98Alemanha1.5
99Albânia1.49
100Bielorrússia1.4
101Belize1.4
102Bósnia e Herzegovina1.4
103Mongólia1.4
104Senegal1.4
105Papua-Nova Guiné1.4
106Tunísia1.4
107Ucrânia1.4
108Malávi1.3
109Níger1.3
110Libéria1.3
111Bolívia1.3
112Bangladeche1.3
113Bélgica1.3
114Camarões1.3
115Dinamarca1.3
116Etiópia1.2
117Burquina Faso1.2
118Espanha1.2
119Venezuela1.2
120República Checa1.15
121Guiné1.1
122Canadá1.1
123Letónia1.1
124Cazaquistão1.1
125Eslováquia1.08
126Madagáscar1
127Panamá1
128Nova Zelândia1
129Paraguai1
130Suíça1
131Benim1
132Butão1
133Congo-Brazzaville0.9
134Gâmbia0.9
135Gabão0.9
136República Centro-Africana0.9
137Equador0.9
138Irlanda0.9
139Somália0.9
140Filipinas0.9
141Luxemburgo0.9
142Lituânia0.9
143Tonga0.9
144São Tomé e Príncipe0.8
145Japão0.8
146Moçambique0.8
147Barbados0.8
148Áustria0.8
149Argentina0.8
150Baamas0.7
151República Dominicana0.7
152Malta0.7
153Jamaica0.6
154Suriname0.6
155Nicarágua0.6
156Salvador0.6
157Honduras0.6
158Cabo Verde0.5
159Antígua e Barbuda0.5
160Quirguizistão0.5
161Laos0.5
162México0.5
163Moldávia0.4
164Haiti0.4
165Guatemala0.4
166Maurícia0.3
167Trindade e Tobago0.3
168Tanzânia0.2
169Bermudas0.11
170Guiné Equatorial0.1
171Islândia0
Definição: Esta entrada dá gastos em programas de defesa para o ano mais recente em percentagem do produto interno bruto (PIB), o PIB é calculado a taxa de câmbio atual, ou seja, sem levar em conta a paridade do poder de compra (PPP).
Fonte: CIA World Factbook - A menos que indicado de outra maneira, toda a informação en esta página es correta até Janeiro 1, 2012
See also: Orçamento militar - porcentagem do PIB map

sexta-feira, 19 de abril de 2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

Defesa do Pré-Sal - ::.. Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros ...
  • www.mar.mil.br/cgcfn/noticias/destaques2011/site_odia_pre_sal.html
    A defesa do pré-sal está inserida na defesa da Amazônia Azul, que contempla uma área de 3,5 milhões de quilômetros quadrados (1). As recentes descobertas de ...
  • www.defesabr.com/MD/md_amazonia_azul.htm
    AMAZÔNIA AZUL FONTES & LINKS O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil ... da Petrobras em 2006, a estimativa antes do Pré-Sal era de que a produção total da ...
  • geopoliticadopetroleo.wordpress.com/2010/07/21/forcas-armadas...
    21/07/2010 · ... vão incluir simulações de defesa do pré-sal ... Cerca de metade dos brasileiros teme uma invasão por causa da Amazônia ou do Pré-Sal 16 de dezembro de 2011
  • www.defesabr.com/abertura.htm
    Defesa do Brasil ficciona futuros Meios de Combate da Marinha, Força Aérea e ... em nenhum outro lugar do mundo. Que a gigantesca Província do Pré-Sal da AMAZÔNIA AZUL o ...
  • www.desenvolvimentistas.com.br/.../a-estrategia-de-defesa-e-o-pre-sal
    A ESTRATÉGIA DE DEFESA E O PRE-SAL. Por Antonio Didier Vianna, CMG-EN/Ref, Engenheiro ... ter uma porcentagem maior dos royalties destinada à proteção da nossa Amazônia ...
  • diariodopresal.wordpress.com/2010/02/01/a-amazonia-azul-o-mar-que...
    01/02/2010 · ... holandeses, franceses, irlandeses e ingleses na região da foz do Amazonas. O ... Campanha Nacional em Defesa do Pré-Sal: O pré-sal é nosso!
  • diariodopresal.wordpress.com/2010/07/22/forcas-armadas-realizam...
    22/07/2010 · ... vão incluir simulações de defesa do pré-sal ... Cerca de metade dos brasileiros teme uma invasão por causa da Amazônia ou do Pré-Sal 16 de dezembro de 2011
  • www.contee.org.br/noticias/msoc/nmsoc387.asp
    ... do pré-sal, ele não será mais nosso. O que tem sido discutido no Centro de Estudos Estratégicos sobre requalificar a frota naval brasileira e a defesa da Amazônia ...
  • www.defesanet.com.br/defesa/noticia/3754/Industria-de-defesa-quer...
    ... das reservas de petróleo do pré-sal e a fronteira com a Amazônia. O ... que a proteção das reservas do pré-sal e das fronteiras e prioridade da Defesa. Isto exige o ...
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

América do Sul descobriu 100 bilhões de barris de petróleo na última década

Além do Brasil, Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai descobriram novas reservas; desafio é exploração.


17 de dezembro de 2012 | 7h 18
Na última década, foram descobertas reservas estimadas em cerca de 100 bilhões de barris de petróleo na América do Sul, levando especialistas a acreditar que a região pode se tornar autossuficiente no setor.


O dado é do diretor executivo da Associação Latino-Americana de Integração Petroleira (ALIP), o engenheiro de petróleo Nicolás Honorato.
A ALIP foi criada em 2009 para atender à crescente demanda de profissionais do ramo e para a troca de informações sobre o uso de tecnologia com o aumento das descobertas de petróleo na região.

"Quase todos os dias são anunciadas descobertas de petróleo na América Latina. E a América do Sul vive um momento histórico, porque além das descobertas convencionais surgiram o pré-sal, no Brasil, o gás de xisto, na Argentina, e o aumento impressionante de descobertas e produção de petróleo (convencional) na Colômbia", disse Honorato à BBC Brasil.

O grosso das novas reservas, 80%, vem do pré-sal brasileiro. Os restantes 20% estão nos subterrâneos de países como Colômbia, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai e Paraguai.

Autossuficiência

Na avaliação de Honorato, tais descobertas poderiam levar a região perto de se tornar autossuficiente.

Tal opinião é compartilhada pelo ex-secretário de Energia da Argentina, Daniel Montamat, e o ex-vice-ministro da Bolívia, Carlos Alberto López.

Além das descobertas de novos campos, eles também creditaram a previsão otimista à estabilidade econômica e política da região, apesar de anúncios recentes de nacionalização de empresas estrangeiras, como foi o caso da YPF, controlada pela espanhola Repsol, na Argentina.

Segundo Honorato, prova do potencial da região é o interesse recente demonstrado pelas empresas estrangeiras.

Para o especialista, muitas delas têm mirado a América do Sul já que a produção em outras regiões do planeta, como no Mar do Norte, está em queda.

"Todos os olhares do mundo petroleiro estão voltados para a América do Sul e para a América Latina em geral por ser uma das regiões que mais tem anunciado a descoberta de reservas estimadas de petróleo", destaca.

Para Honorato, grande parte do sucesso da região poderá vir do Brasil.

Segundo ele, caso as reservas do pré-sal brasileiro - estimadas por ele em 80 bilhões de barris de petróleo e pelo governo brasileiro entre 70 a 100 bilhões de barris - sejam realmente confirmadas, o Brasil passaria a ser o sexto país com as maiores reservas da matéria-prima no mundo, atrás de alguns países do Oriente Médio e da Venezuela.

Atualmente, o Brasil tem reservas estimadas em aproximadamente 13 bilhões de barris, de acordo com a agência de energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), e ocupa a 14ª posição mundial.

Tecnologia

Para López, da Bolívia, o segredo da exploração do ouro negro está no uso da tecnologia cada vez mais avançada.

"A aplicação de novas técnicas e condições geopolíticas nos permitem dizer que ser uma região autossuficiente já não é mais apenas um desejo. Só não sabemos quando ocorrerá", afirmou.

Montamat concorda e diz acreditar que a tecnologia será "decisiva" para que a região passe a ser uma potência petroleira.

"A região como conjunto não é potência de petróleo e de gás porque as reservas ainda precisam ser desenvolvidas", explica.

"Mas a Venezuela, por exemplo, por si só, já tem mais reservas provadas do que a Arábia Saudita", acrescenta.

Dados de 2011 da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) indicam que a Venezuela possui reservas estimadas em 297,5 bilhões de barris, enquanto as da Arábia Saudita alcançariam 265,4 bilhões de barris.

Recentemente, lembraram os especialistas, Uruguai e Paraguai também anunciaram ter encontrado petróleo em seus territórios, apesar de o quadro ser ainda embrionário.

Estabilidade

Honorato também lembrou que a estabilidade política e econômica conquistada pela América do Sul nos últimos anos ajudou a atrair o interesse de empresas estrangeiras do ramo do petróleo e gás.

"Empresas, principalmente, da Europa e do Canadá estão se orientando para a América do Sul e este movimento começou antes do pré-sal", disse.

Apesar de ter mencionado o atraso nos leilões do pós-sal e do pré-sal no Brasil, Honorato afirmou que a situação hoje na região é muito mais favorável ao capital estrangeiro do que antigamente.

Um dos exemplos, segundo ele, foi a Lei do Petróleo no Brasil, que acabou com o monopólio da Petrobras e, assim, permitiu a exploração de campos por empresas estrangeiras.

Honorato mencionou também que, em 2005, a Colômbia mudou seu marco regulatório, despertando uma espécie de "corrida ao ouro negro" do país.

A expectativa é de que o país deixe de ser importador e passe a ser exportador de petróleo e, assim, como ocorre com a Venezuela e o Brasil, passe a desfrutar as maiores receitas geradas pelo combustível.

Segundo ele, o Equador também mudou seu marco regulatório e aumentou a chegada de investimentos no setor petroleiro.

Já o Peru, na sua avaliação, é um país que "ainda não decolou" e registra uma produção abaixo dos 50 mil barris diários. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

sábado, 15 de dezembro de 2012

ROYALTIES DO PETRÓLEO,
Análise: Presidente não quer ficar mal com nenhum dos dois lados
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
Na briga dos royalties, a presidente Dilma não quer ficar mal com nenhum dos dois lados, Estados produtores e não produtores de petIEAróleo. Por sinal, seu objetivo é tentar atrair todos para o seu lado, na busca de reanimar a fraca economia.
Não por outro motivo ela deu um passo mais concreto, nesta semana, na direção de atender antigo pedido dos governadores. Sua equipe prometeu baixar uma medida provisória trocando o indexador das dívidas estaduais.
Rio espera que Fux impeça a derrubada do veto de Dilma
A iniciativa dará mais gás aos Estados, que terão mais recursos em caixa com a troca do IGP pela taxa Selic na correção de suas dívidas.
Algo considerado positivo e necessário pela equipe do Palácio do Planalto na busca de atacar um dos pontos fracos da economia neste ano, os investimentos.
Daí que Dilma não deseja comprar briga de ninguém e sabe que só tem a perder se optar por um dos lados na disputa pela distribuição dos royalties de campos de petróleo já licitados.
Tanto que decidiu "lavar as mãos" e deixar com o Congresso a definição sobre a polêmica que coloca a maioria dos Estados contra o Rio e o Espírito Santo, os principais produtores de petróleo.
O Palácio do Planalto fez questão de chegar aos demais governadores que havia tomado uma decisão técnica, mas que não faria nada para manter seu veto.
Resultado: o processo cairá na judicialização, com o Rio e o Espírito Santo recorrendo ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o veto seja mesmo derrubado pelo Congresso. Aí, segundo o governo, os dois Estados devem ganhar a parada.
Enquanto isso, o governo conseguiu tirar do Congresso o que queria. Aprovar, no mesmo projeto, o que faltava no novo modelo de partilha de produção a ser usado na exploração dos campos de petróleo do pré-sal --a alíquota de 15% dos royalties.
Era o que faltava para fazer o primeiro leilão de áreas do pré-sal pelo novo sistema, agendado e, por enquanto, mantido para novembro do próximo ano.

quinta-feira, 26 de julho de 2012


Governo lista em texto oficial as vulnerabilidades que inibem o poder das Forças Armadas do país (Josias de Souza)


O governo divulgou nesta terça (24) os papéis que expõem a Estratégia Nacional de Defesa do Brasil para os próximos quatro anos. Os documentos vieram à luz graças à lei 136, aprovada em 2010. Prevê o envio ao Congresso, a cada quatro anos, começando por 2012, de três documentos: o PND (Política Nacional de Defesa), a END (Estratégia Nacional de Defesa) e o LBDN (Livro Branco da Defesa Nacional).
O papelório foi entregue ao presidente do Congresso, José Sarney, em 17 de julho, um dia antes do início do recesso parlamentar do meio do ano. As ações do Executivo na área da defesa estão agora  condicionadas à aprovação das diretrizes pelo Legislativo. O miolo das preocupações está exposto em dois trechos da Estratégia Nacional de Defesa.
Num, ilumina-se a filosofia que guia o Exército, a Marinha e Aeronáutica: “Convém organizar as Forças Armadas em torno de capacidades, não em torno de inimigos específicos. O Brasil não tem inimigos no presente. Para não tê-los no futuro, é preciso preservar a paz e preparar-se para a guerra.”
Noutro, listam-se as debilidades que inibem a capacidade de reação militar Brasil contra eventuais inimigos. Anota-se que “apesar dos esforços desenvolvidos nos últimos anos”, a defesa do país ainda convive com “vulnerabilidades”. O texto menciona dez deficiências.
Três são especialmente reveladoras: 1) “A desatualização tecnológica de alguns equipamentos das Forças Armadas”, associada à “dependência em relação a produtos de defesa estrangeiros”; 2) A baixa capacidade atual das Forças Armadas para reagir “contra os efeitos causados por agentes contaminantes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares”; e 3) os desajustes na “distribuição espacial das Forças Armadas no território nacional”.
Em relação a esse último tópico, o texto realça a necessidade “reposicionar os efetivos” do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A distribuição atual, informa o documento, não condiz com as necessidades de defesa do país. As ameaças concentram-se em pedaços do mapa diferentes dos locais onde se encontram as tropas.
Diz o texto: “As principais unidades do Exército estacionam no Sudeste e no Sul do Brasil. A esquadra da Marinha concentra-se na cidade do Rio de Janeiro. Algumas instalações tecnológicas da Força Aérea estão localizadas em São José dos Campos, em São Paulo. As preocupações mais agudas de defesa estão, porém, no Norte, no Oeste e no Atlântico Sul.”
O documento prossegue: “Sem desconsiderar a necessidade de defender as maiores concentrações demográficas e os maiores centros industriais do país, a Marinha deverá estar mais presente na região da foz do Rio Amazonas e nas grandes bacias fluviais do Amazonas e do Paraguai-Paraná. Deverá o Exército agrupar suas reservas regionais nas respectivas áreas, para possibilitar a resposta imediata na crise ou na guerra.”
Para atenuar as debilidades de equipamento, o governo informa que age para “capacitar a base industrial de defesa.” Visa-se a conquista de “autonomia” tecnológica na produção de armamentos. “Regimes jurídico, regulatório e tributário especiais protegerão as empresas privadas nacionais de produtos de defesa.” Em contrapartida aos privilégios, o Estado exercerá “poder estratégico” sobre as empresas do setor.
Quanto às estatais que se dedicam a produzir artefatos militares, vai-se cuidar para que operem “no teto tecnológico, desenvolvendo as tecnologias que as empresas privadas não possam alcançar ou obter, a curto ou médio prazo, de maneira rentável.” O Ministério da Defesa centraliza “a formulação e a execução da política de obtenção de produtos de defesa.”
O plano de defesa guinda à condição de prioridade o fortalecimento de “três setores de importância estratégica: o espacial, o cibernético e o nuclear.” Afirma-se que as Forças Armadas brasileiras não podem continuar dependendo de “tecnologia estrangeira” para monitorar, “a partir do espaço”, as ameaças ao seu próprio território. Daí o relevo dado aos equipamentos espaciais e cibernéticos.
O texto reafirma o compromisso do Brasil de só utilizar a energia nuclear para fins pacíficos. Invoca-se a “necessidade estratégica de desenvolver e dominar essa tecnologia.” Por quê? “O Brasil precisa garantir o equilíbrio e a versatilidade da sua matriz energética e avançar em áreas tais como as de agricultura e saúde, que podem se beneficiar da tecnologia de energia nuclear.” De resto, menciona-se o velho projeto do submarino de propulsão nuclear da Marinha.
Em termos territoriais, a política de defesa do governo repisa a prioridade à proteção da Amazônia, “um dos focos de maior interesse para a defesa.” Nesse ponto, o texto tem um quê de nacionalismo ideológico. Sacode nas entrelinhas o lençol de um fantasma que atormenta os militares brasileiros: o risco de internacionalização da região Amazônica.
O fantasma aparece nesse trecho: “O Brasil será vigilante na reafirmação incondicional de sua soberania sobre a Amazônia brasileira. Repudiará, pela prática de atos de desenvolvimento e de defesa, qualquer tentativa de tutela sobre as suas decisões a respeito de preservação, de desenvolvimento e de defesa da Amazônia. Não permitirá que organizações ou indivíduos sirvam de instrumentos para interesses estrangeiros – políticos ou econômicos – que queiram enfraquecer a soberania brasileira. Quem cuida da Amazônia brasileira, a serviço da humanidade e de si mesmo, é o Brasil.”
Menciona-se também a preocupação com a defesa das fronteiras marítimas do país. No caso brasileiro, diz o texto, “o direito de jurisdição sobre os recursos econômicos” se entende por “cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados”. No dizer do documento, trata-se de “uma verdadeira Amazônia Azul.” Uma área em que estão mergulhadas, entre outras riquezas, as reservas petrolíferas do pré-sal.
Em várias passagens, adota-se nos documentos um tom de lamúria em relação à falta de percepção da sociedade brasileira sobre a importância da política de defesa. Num desses trechos, anotou-se o seguinte: “Após longo período livre de conflitos que tenham afetado diretamente o território e a soberania nacional, a percepção das ameaças está desvanecida para muitos brasileiros.”
O texto acrescenta: “É imprudente imaginar que um país com o potencial do Brasil não enfrente antagonismos ao perseguir seus legítimos interesses. Um dos propósitos da Política Nacional de Defesa é conscientizar todos os segmentos da sociedade brasileira da importância da defesa do país e de que esta é um dever de todos os brasileiros.”
Os documentos não fazem menções explícitas ao volume de recursos que se pretende gastar para pôr em pé a estratégia. Na lista de “vulnerabilidades” que infelicitam as Forças Armadas, incluiu-se “a histórica descontinuidade na alocação de recursos orçamentários para a defesa.”
No Livro Branco da Defesa Nacional, novidade criada pela Lei 136, de 2010, são mencionadas informações antes sonegadas. Em 276 páginas, misturam-se dados geográficos e históricos a descrições sobre o posicionamento de unidades militares, quantidade de embarcações, veículos e aeronaves e tipos de armas à disposição para o uso em caso de guerra.
A submissão da política de defesa à deliberação do Congresso constitui uma novidade alvissareira. Incluídos no Orçamento da União, os gastos militares, como todos os demais, já dependem de aprovação legislativa. Mas é a primeira vez que a estratégia do setor é condicionada ao crivo de congressistas que, em tese, representam a sociedade brasileira.